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Domingo, Março 16, 2008
Desculpa a minha fraqueza e o meu amor. Eu não posso mais continuar longe, só. Me permita voltar e ser pequena, voltar e ser comum, ser feliz e talvez me arrepender.
Lamento a verdade, eu não acredito em nós sem o cotidiano. Eu quero as brigas, o enjôo, a mesmice, o banal, a discussão, o amor. Não há amor pelo telefone, não há você só de lembranças. Eu te amo pela convivência. Eu te amo pelo dia-a-dia, por quem nós somos juntos, únicos, bobos e estranhos.
Eu quero meus domingos contigo, nosso medo nos dias cinzas, nossas alegrias contrabandiadas, a ressaca, a cumplicidade.
Desculpa a fraqueza, a franquesa, mas eu não posso mais.
Milena 11:21
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Quarta-feira, Março 05, 2008
Eu queria que me despedir de você fosse banal assim. Assim como acordar ao teu lado foi banal tantas vezes. Almoçar com você. Comer você.
Queria te dizer tchau como quem pede um quilo de bananas. Virar as costas e não ter a sensação de que tudo morreu ali. Que eu morri. Queria saber ficar do teu lado sem sofrer, sem amar tanto, sem te esperar, sem desejar que cada momento fosse único e intenso como só seria se fôssemos um livro sobre tragédias.
Eu desejo saber me separar de você e continuar a desejar o mundo. Queria que viver ao teu lado doesse menos e que a tua ausência fosse uma possibilidade fácil.
Eu queria te ver sofrer, amar, chorar, doer, cantar, gozar, rir, desejar, reclamar. Queria que eu fosse insuportável. Que cada momento longe fosse como vinho forte e ácido. Queria paixão, ciúmes, lágrimas, egoísmo, sentimentalismos. Sempre um pouco mais para que eu não me sinta só. Só na cadeira 33 da viação cometa de 23h59 sentido São Paulo.
“Eu fui morar na Estação da Luz, porque tava tudo escuro dentro do meu coração”
Tom Zé.
Milena 22:40
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Segunda-feira, Março 03, 2008
Ah, Ritiba!
Quem poderia acreditar que tuas cores um dia me fariam falta?
Milena 07:06
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